Deus disse:
“Eu faço
novas todas as coisas!
Novos Céus
e Nova Terra, onde a maldade não exista mais.
Vinde a mim
os que andais cansados e abatidos
e Eu farei
de vós participantes da minha alegria e da abundância da minha felicidade.”
E fez!
A Terra
inteira conheceu a sua culminação,
o fim que
de maneira escondida tinha dado sentido a toda a sua génese.
Às vezes,
só quando chegamos ao fim
é possível
perceber para que estávamos destinados,
o que
estávamos afinal chamados a sermos.
E Jesus,
luminoso como um anfitrião festivo,
enCabeçava
uma Nova Humanidade cantando aos quatro ventos:
“Eis a
Morada de Deus com os Homens!
Como um Pai
se alegra pela vida realizada dos seus filhos,
assim o
nosso Deus faz Festa com todos.
Vinde,
benditos do meu Pai,
que esta
Hora é presente preparado desde o princípio do mundo,
herança
guardada com carinho para vos ser dada
quando
fosse por todos atravessada a casa da Irmã Morte que, entretanto, já não está
connosco.”
De um modo
misterioso,
a Criação
inteira participava do brinde que todos faziam depois:
as árvores,
os lagos, os pardais, as toupeiras,
a via
láctea, os cardumes dos peixes, os planetas, o trigo e as montanhas…
o Universo
inteiro tinha sido convocado por Deus e por Jesus para participar na Hora da
Nova Criação.
Os Novos Céus
e a Nova Terra eram lindos…
tudo era
conhecido e ao mesmo tempo extraordinariamente novo…
E nessa
Plenitude dos Tempos,
envolvendo
a Mesa do Banquete e da alegria,
estavam
também as tocatas de Bach e as sonatas de Verdi,
estavam os
quadros mais lindos que já foram pintados pelos Homens
e as
esculturas mais entusiasmantes de Miguel Angelo,
estavam
peças de música flamenca que bailarinas dançavam rodopiando ao ritmo de Paco de
Lucia,
estavam os
desenhos gatafunhados de todas as crianças do mundo,
estavam os
pratos cozinhados com mais carinho,
estavam as
músicas de baile mais rapioqueiro
e sentia-se
o ambiente das salas de teatro empolgadas
diante dos
artistas mais completos ou dos que sabem dizer poesia,
estavam as
histórias dos livros mais inspirados e a poesia dos poemas mais verdadeiros,
conviviam
as personagens de Miguel de Cervantes e Pessoa,
e ouvia-se
um murmúrio de todas os aplausos oferecidos na história do mundo em forma de
gratidão,
das palmas
dos serões à entrada das cubatas
aos
aplausos emocionados dos grandes salões e coliseus da história.
Deus
recebia cada um dos seus filhos como se fosse único,
de todos
dizia o Nome próprio,
com um
carinho interminável.
A alguns
fixava com uma ternura toda especial, mais demorada,
apesar de
não ser uma questão de tempo,
e ao dizer
o nome deles, soava-lhes a Nome Novo,
como se
descobrissem nessa Hora uma identidade que não tinham tido oportunidade de
reconhecer antes,
uma vocação
de que nunca lhes tinham dado experiência…
Depois,
àqueles que ainda chegavam com sulcos no rosto,
Deus limpava
cada lágrima com a ponta do dedo
e
prometia-lhes que estava terminada toda a tristeza, luto, dor, angústia ou
morte.
Deus disse:
“Vou fazer
dos últimos do mundo, os primeiros da minha Festa!”
E Deus fez!
E aconteceu
nessa Hora o último espanto que estava por acontecer,
inundou o
coração de todos a reviravolta salvadora que Deus tinha começado no seu Cristo
e agora
culminava aos olhos de todos…
Havia quem
dissesse:
“O Reino de
Deus chegou!”
e havia
quem exclamasse:
“Então era
assim o Reino de Deus…”
Concluídas
todas as coisas,
Deus olhou
para tudo o que estava a acontecer
e era tudo muito
belo.
Não chegou
mais a tarde nem houve mais manhã,
porque já
não havia noite presidida pela lua nem dia presidida pelo sol.
Mas
continuou, para sempre,
essa luz
aberta e mansa da Manhã de Páscoa que é Jesus Cristo,
Senhor e
Sentido da História que a todos ilumina.
É o Sétimo Dia!
E, no
Sétimo Dia, Deus disse:
“Faça-se a
Festa!”
E os Homens
fizeram…
e nem Deus descansou!
5 comentários:
QUE LINDO... QUE LINDO... QUE LINDO... QUE MAIS HÁ PARA ACRESCENTAR COMO COMENTÁRIO... ?
SÓ DÁ MESMO, PARA FECHAR OS OLHOS E SABOREAR... E CRER QUE ASSIM SERÁ... UM DIA TIVE UM SONHO QUE ERA UMA CERTEZA... NUNCA MAIS ME ESQUECE A SENSAÇÃO DE UMA FELICIDADE QUE NÃO ERA DESTE MUNDO... INTRADUZÍVEL. Mas a aridez também acontece... nesta vida do dia a dia... Por esta razão, este cantinho é um PEDACINHO DO CÉU. OBRIGADA, IRMÃO RUI, POR SER FIEL Á PROFECIA DE DEUS! Shalom, para todo@s.Rafas
QUE LINDO... QUE LINDO... QUE LINDO... QUE MAIS HÁ PARA ACRESCENTAR COMO COMENTÁRIO... ?
SÓ DÁ MESMO, PARA FECHAR OS OLHOS E SABOREAR... E CRER QUE ASSIM SERÁ... UM DIA TIVE UM SONHO QUE ERA UMA CERTEZA... NUNCA MAIS ME ESQUECE A SENSAÇÃO DE UMA FELICIDADE QUE NÃO ERA DESTE MUNDO... INTRADUZÍVEL. Mas a aridez também acontece... nesta vida do dia a dia... Por esta razão, este cantinho é um PEDACINHO DO CÉU. OBRIGADA, IRMÃO RUI, POR SER FIEL Á PROFECIA DE DEUS! Shalom, para todo@s.Rafas
Acredito num Deus que não se isenta do dever nem permanece neutral em relação às nossas histórias. Acredito num Deus imiscuído, engajado, detectável até pelo impreciso radar dos sentidos, susceptível de ser invocado pelos motores de busca das nossas persistentes interrogações ou do nosso silêncio.
Carlos B
Querida(o) amiga(o). Estou fazendo uma Campanha de doações pra ajudar os jovens rapazes que estão internados no Centro de Recuperação de Dependentes Químicos onde meu filho está interno também.Lá tem jovens que chegam só com a roupa do corpo,abandonados pela família. Eles precisam de tudo:roupas masculinas,calçados,sabonetes,toalhas,pasta de dentes,escovas de dentes,de um freezer, Roupas de cama,alimentos. O centro de recuperação sobrevive de doações,são mais de 300 homens internos.Eles merecem uma chance. Quem puder me ajudar pode doar qualquer quantia no Banco do Brasil agência 1257-2 Conta 32882-0
Ó Rui: estavas drogado (ainda me lembro dos nossos anos de estudantes de teologia na Católica meu melro... ai aquelas aulas do Abel Canavarro... e o exame? que vergonha!) quando foste à RTP1? se não estavas, parecias. Vê lá se tens mais cuidado para a próxima. E já agora: que barrigudo em que te converteste. As cervejolas ainda fazem parte das tuas meias-manhãs?
um abraço.
Jaime
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