24 Outubro 2011

baptismo


Jesus não entra de maneira neutra na História dos Homens mas provoca rupturas, cisões, escolhas. Por sinal, as mais decisivas! Ele mesmo dizia aos seus: “Pensais que eu vim trazer a paz à terra? Não, eu vim trazer a divisão!” (Lc 12, 51) 

O Projecto de Deus é uma Criação Plenificada, Abundante de Sentido e Fecundidade, e o Ser Humano integrado nela como Senhor Bondoso de todas as coisas e Irmão Misericordioso entre si. Eis um mundo em que a Vontade de Deus se faz aqui na Terra como no Céu… Jesus chamou-lhe, seguindo a tradição do seu povo, Reino/Reinado de Deus e fez do Projecto de Deus o seu Programa de Vida concreto. Eis no que consiste o Baptismo de Cristo. 

Aderir a Jesus significa que queremos moldar a nossa existência dentro do molde da sua, e escolhemos colaborar activamente com o seu Programa de Vida que, como cremos na Páscoa, Deus não deixou que caísse no fracasso. Eis no que consiste o Baptismo Cristão. 



shalom

1 comentários:

Anónimo disse...

"Bento XVI defendeu no Centro Cultural de Belém (CCB) que o conflito entre “presente e tradição”, na sociedade actual, levou a uma “crise da verdade”.

Falando perante representantes do mundo cultural português, no segundo da sua visita ao país, o Papa referiu que “a missão ao serviço da verdade” é “irrenunciável” para a Igreja.

“Para uma sociedade composta na sua maioria por católicos e cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, é dramático tentar encontrar a verdade sem ser em Jesus Cristo”, observou Bento XVI.

O Papa afirmou que “a dinâmica da sociedade absolutiza o presente, isolando-o do património cultural do passado e sem a intenção de delinear um futuro”.

Este conflito entre tradição e presente “exprime-se na crise da verdade, por só esta sabe orientar e traçar o rumo da existência realizada, como indivíduo e como povo”.

Bento XVI defendeu que, neste contexto, a Igreja tem de aprender “a estar no mundo, levando a sociedade a perceber que, proclamando a verdade, é um serviço que a Igreja presta à sociedade, abrindo horizontes novos de futuro, de grandeza e dignidade”.

Este diálogo deve acontecer “sem ambiguidades” e respeitando “as partes nele envolvidas”, algo que o Papa considerou “uma prioridade para o mundo de hoje, à qual a Igreja não se substrai”.

Lembrando a realização do Concílio Vaticano II, Bento XVI disse que “a partir de uma renovada consciência de tradição católica”, a Igreja se confronta com “as críticas que estão na base das forças que caracterizaram a modernidade, ou seja, a Reforma e o Iluminismo”.

“A Igreja sente como sua missão prioritária, na cultura actual, manter desperta a busca da verdade e, consequentemente, de Deus; levar as pessoas a olharem para além das coisas penúltimas e porem-se à procura das últimas”, apontou.

Bento XVI citou uma passagem do seu discurso no encontro com os artistas, no Vaticano (21 de Novembro de 2007), no qual os convidada a não ter “medo” de se confrontarem “com a fonte primeira e última da beleza, de dialogar com os crentes”.

DC/BC