Jesus não entra de maneira neutra na História dos Homens mas provoca
rupturas, cisões, escolhas. Por sinal, as mais decisivas! Ele mesmo dizia aos
seus: “Pensais que eu vim trazer a paz à terra? Não, eu vim trazer a divisão!”
(Lc 12, 51)
O Projecto de Deus é uma Criação Plenificada, Abundante de Sentido
e Fecundidade, e o Ser Humano integrado nela como Senhor Bondoso de todas as
coisas e Irmão Misericordioso entre si. Eis um mundo em que a Vontade de Deus
se faz aqui na Terra como no Céu… Jesus chamou-lhe, seguindo a tradição do seu
povo, Reino/Reinado de Deus e fez do Projecto de Deus o seu Programa de Vida
concreto. Eis no que consiste o Baptismo de Cristo.
Aderir a Jesus significa que
queremos moldar a nossa existência
dentro do molde da sua, e escolhemos colaborar activamente com o seu Programa
de Vida que, como cremos na Páscoa,
Deus não deixou que caísse no fracasso. Eis no que consiste o Baptismo Cristão.
shalom

1 comentários:
"Bento XVI defendeu no Centro Cultural de Belém (CCB) que o conflito entre “presente e tradição”, na sociedade actual, levou a uma “crise da verdade”.
Falando perante representantes do mundo cultural português, no segundo da sua visita ao país, o Papa referiu que “a missão ao serviço da verdade” é “irrenunciável” para a Igreja.
“Para uma sociedade composta na sua maioria por católicos e cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, é dramático tentar encontrar a verdade sem ser em Jesus Cristo”, observou Bento XVI.
O Papa afirmou que “a dinâmica da sociedade absolutiza o presente, isolando-o do património cultural do passado e sem a intenção de delinear um futuro”.
Este conflito entre tradição e presente “exprime-se na crise da verdade, por só esta sabe orientar e traçar o rumo da existência realizada, como indivíduo e como povo”.
Bento XVI defendeu que, neste contexto, a Igreja tem de aprender “a estar no mundo, levando a sociedade a perceber que, proclamando a verdade, é um serviço que a Igreja presta à sociedade, abrindo horizontes novos de futuro, de grandeza e dignidade”.
Este diálogo deve acontecer “sem ambiguidades” e respeitando “as partes nele envolvidas”, algo que o Papa considerou “uma prioridade para o mundo de hoje, à qual a Igreja não se substrai”.
Lembrando a realização do Concílio Vaticano II, Bento XVI disse que “a partir de uma renovada consciência de tradição católica”, a Igreja se confronta com “as críticas que estão na base das forças que caracterizaram a modernidade, ou seja, a Reforma e o Iluminismo”.
“A Igreja sente como sua missão prioritária, na cultura actual, manter desperta a busca da verdade e, consequentemente, de Deus; levar as pessoas a olharem para além das coisas penúltimas e porem-se à procura das últimas”, apontou.
Bento XVI citou uma passagem do seu discurso no encontro com os artistas, no Vaticano (21 de Novembro de 2007), no qual os convidada a não ter “medo” de se confrontarem “com a fonte primeira e última da beleza, de dialogar com os crentes”.
DC/BC
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