20 dezembro 2014

O silêncio




É uma mão cheia de água que queima
O cansaço




 Uma mão cheia de fogo que apaga
O cansaço

                                                                                                        Daniel Faria 

19 dezembro 2014

Capaz de Ti

Não sei se serei capaz de partilhar a forma verdadeira como sinto tudo isto, mas vou tentar... a verdade é que ao longo dos tempos tem ganho um sabor especial...

Incomoda-me ouvir quem diga que Deus Ama os seus filhos, e que estes são uma bela obra das suas mãos, mas que estes não são nada...

Que não se devem ACHAR alguma coisa, porque isso é conhecimento de Deus e ele criou-nos para colocarmos os outros sempre em primeiro lugar...

Que Deus é TUDO, mas a sua obra é NADA!

Existem pessoas verdadeiramente tristes por não se poderem cuidar… porque isso é um exagero…

Existem pessoas seriamente tristes, incapazes de amar, porque não são capazes de se amar a elas mesmas…

Não acredito sermos pessoas capazes de amar a vida se não formos capazes de nos sentirmos agradecidos por aquilo que somos... por aquilo que somos de bonito, porque existe um Deus que assim me fez…

Ele disse belo! Belo! Será que ouvimos?



Uma pessoa capaz de se estimar, compreende em si o que é um ser humano e é capaz de estimar os outros seres também.

Às vezes parece que queremos saltar para a divindade, sem acolher a humanidade que trazemos cravada em nós... sem perceber que é juntas que estas caminham bem...

Se acreditarmos que não somos nada e que o outro é feito do mesmo barro é fácil perceber que o valor do outro é automaticamente anulado...

E se nos acharmos feios... bem... então é que o caldo está entornado!

Mas se por um lado acreditarmos ser TUDO, viramos Narciso incapazes de olhar qualquer outra imagem reflectida na água de um tanque que não a nossa e afogamo-nos com medo de nos conhecermos...

É verdade que é uma pena sermos Narciso... e caminharmos com sapatos largos, ao largo, sem olhar a portos e embarcações. Mas é igualmente triste sermos Sócrates (assim me apeteceu chamar) incapazes de nos admirarmos na nossa verdade e de nos estimarmos por aquilo que somos e/ou poderemos vir a ser. 

Acredito seriamente que um filho amado de Deus, capaz de trazer boas notícias do seu Reino, conhece bem a morada de Deus e estima-a com carinho. Conhece-se e estima-se. Aprende os buracos da casa e não coloca os outros em primeiro lugar nunca. Mas antes por saber primeiro ter um lugar, e por se sentir agradecido, abre a casa e coloca a mesa para tantos outros porque sabe poder servir uma refeição saborosa, preparada e condimentada por Deus.

Não coloca os outros em primeiro lugar, numa mesa vazia…
Mas cria espaços de acolhimento, numa mesa cheia…

É uma pena quando somos Narciso e é uma pena quando nos bastamos como Sócrates...

Acredito que é bom enamorarmo-nos de nós mesmos desde que esse enamoramento não nos feche numa monogamia nem nos crie um altar...

Acredito verdadeiramente que aquele que se sabe olhar, valorizar, aprende com facilidade a graça da vida, se acreditar que como ele tantos mais estão aí.

Se eu que sou filho do Pai nasci bonito, cara chapada, então imagino os meus irmãos!!

E tudo isto sem qualquer sentimento de culpa...
Porque tantas vezes parece que quem se ACHA digno de Amor, de Amar e de ser Amado, está a desejar muito para si... 

Deus quer para nós grandes projectos... daqueles que vêm do fundo! Que sejamos capazes de nos projectarmos!! Assim acredito... porque acredito que é dentro das coisas e das pessoas que nascem as coisas bonitas! Às vezes temos é um medo enorme de mergulhar e de perder de vista a humildade. Mas é precisamente nessa busca que nos descobrimos pobres... e amamos isso!

Acredito que Deus segreda por aí…
Filho querido conhece-te, cuida de ti e ama-te. Vais ver que ao treinares contigo, saberás cuidar melhor dos teus irmãos e juntos vão perceber o que falo quando digo Reino de Deus.

18 dezembro 2014

A flor da Esperança



E o Senhor perguntou a Jeremias: - Que vês ao longe, Profeta?
E Jeremias respondeu: - Vejo um ramo de amendoeira!
E o Senhor retorquiu: - Viste BEM, Jeremias, porque eu vigiarei sobre a minha palavra para a fazer cumprir. Jr. 1, 11-12

É no Inverno, quando o escuro chega mais cedo e os dias se tornam mais curtos, que a vida parece que ameaça encerrar-se, mais ainda, num silêncio e numa solidão sem fim MAS… lembremos sempre que também é no Inverno que as amendoeiras florescem e os seus ramos se cobrem de lindas, leves e frágeis flores rosadas ou brancas…

Jeremias teve que endireitar as costas para fazer frente ao medo e ao desânimo que lhe encurvavam o corpo; teve que afinar a Esperança fechando os ouvidos àquilo que o pragmatismo lhe dizia e levantar os olhos para VER mais longe que aquilo que tinha na frente deles e poder VER o visível até ao FIM!
É que o tal Jeremias, se só olhasse ao perto, por onde os nossos olhos se quedam tantas vezes, o que via era tempestade, desatino, corrupção, crise e desalento… como nós, se não nos precatarmos...

E... o Senhor, que não é míope, mas teimoso, continua a insistir na mesma pergunta: - Que vês ao longe, cristão deste tempo, português deste país, cidadão de um Mundo que Eu quero Novo?

A miopia dos olhos é coisa pouca … a miopia do coração é que nos impede de VER ao longe uma imensidade de ramos de amendoeira cujas flores brotam esperançosas no meio do inverno do nosso enorme descontentamento…

Abrir os olhos por dentro é condição necessária para podermos abrir as mãos ao fruto da Flor da Esperança… aquele que brota, abundante, do coração Generoso de um Deus Presente na História, que vigia e cumpre aquilo que promete… Um Deus que nunca perde de vista o FIM da Criação...

17 dezembro 2014

141

numa escola. li agora, quando vinha escrever o post. e foram-se-me as palavras todas, uma a uma, embora. recusaram-se. gostava, se possível, que se transformassem em Nomes, daqueles que se dão às crianças em Peshawar quando nascem. cada palavra das que usaria no meu post seria um Nome. 141 deles.

16 dezembro 2014

A Lei dos Felizes


Não se pode confundir Felicidade com facilidade.
A Felicidade não cai do céu: É luta e dá trabalho. E também é Graça!

A Felicidade Cristã, ou Crística, diz-se com três "F's": , Fidelidade e Fecundidade.

, a confiança que põe em marcha a Lei das Bem-Aventuranças, que brota da fé no Deus de Jesus, e da fé primeira dEle em nós.
Fidelidade ao Projecto de Deus que nos Humaniza. Sem desvios, ou desistências. 
Fecundidade, isto é, abertura à vida capaz de gerar futuros.

15 dezembro 2014

coisas de Deus


«O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. 
Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como.»
Mc 4, 26-27

Quem dá ouvidos às provocações de Deus e se atreve a aceitar alguns desafios, experimenta o que terão sentido os primeiros aventureiros, desde Moisés a Paulo, passando por Maria e João Baptista.

É maior do que as expectativas mais ousadas.
É maior do que os interesses pessoais. 
Passa por nós, mas não acaba em nós. 
É mais forte do que os fracassos do caminho.
É mais forte do que as nossas resistências.
É o mais forte que nos atrai... e, um dia, sem sabermos como, nascem-nos sonhos em campos desolados, cresce-nos uma esperança que nos lança ao caminho.

Enfim... coisas de Deus.

14 dezembro 2014

Saboreando a Fidelidade de Deus


Trindade Santa,
glória a Vós por serdes um Deus fiel e verdadeiro. 
Vós sois o alicerce sólido da nossa Esperança, 
pois as pessoas que confiaram em Vós nunca foram desiludidas.

Senhor Jesus Cristo:
com a tua ressurreição venceste a nossa morte 
e, deste modo, iluminaste o sentido da vida humana e robusteceste a nossa esperança.
Após uma vida de doação total ao Evangelho, 
São Paulo sentia-se feliz e, por isso, podia afirmar:
“Para mim viver é Cristo e morrer é um lucro” (Flp 1, 21).

Espírito Santo,
com teu jeito maternal de amar, tu vais-nos confirmando na certeza da fidelidade de Deus.
A Primeira Carta aos Coríntios diz que ninguém pode dizer que Cristo ressuscitou 
a não ser por inspiração do Espírito Santo (1 Cor 12, 3). 

Apoiada nestes pilares, a nossa Esperança dá-nos a garantia 
de não estamos perdidos num Universo sem sentido, 
pois não estamos a caminhar para o vazio da morte.

Pai Santo,
apesar de os judeus terem crucificado Jesus 
Tu confirmaste a autenticidade da sua missão, 
ressuscitando-o e sentando-o à vossa direita (Rm 1, 3-5).

Jesus teve o cuidado de robustecer a esperança dos Apóstolos, 
garantindo-lhes que nunca os deixaria abandonados:
 “Agora estais abatidos, mas ver-vos-ei de novo e haveis de vos alegrar. 
Nesse dia já ninguém poderá tirar a vossa alegria” (Jo 16, 22).

Agora é o Espírito Santo quem nos confirma nesta certeza 
de que tu, Pai Santo, nos acolhes como filhos teus e irmãos de Jesus Cristo 
como diz São Paulo:
“Todos os que são movidos pelo Espírito Santo são filhos de Deus (…). 
Vós recebestes um Espírito de adopção que faz de nós filhos 
e nos leva a exclamar: “Abba, ó Papá!” Rm 8, 14-15).

Os pilares sobre os quais se apoia a nossa Esperança são dignos de confiança.
A Carta aos Colossenses dá-nos uma norma sábia para fortalecermos a nossa Esperança, quando afirma o seguinte:
“Colocai a vossa mente nos bens do alto e não nas coisas terrenas” (Col 3, 2). 

E a Primeira Carta de São Pedro diz o seguinte: 
“Acolhei Cristo nos vossos corações, 
a fim de vos manterdes preparados para testemunhar as razões da vossa Esperança 
a todos os que vos questionam” (1 Pd 3, 15).

Pai Santo,
a vossa Palavra amplia os horizontes da nossa Esperança, 
fazendo-nos saborear o teu plano de salvação, 
o qual vai muito para além das nossas expectativas.

Bendito sejais pelo vosso Amor por nós!



NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA
Em Comunhão Convosco,
Calmeiro Matias



11 dezembro 2014

de frente

(o Daniel deu-me a "deixa"...)



De frente...pois! É que virar as costas à Liberdade é negarmo-nos, é trairmo-nos no mais fundo e verdadeiro da nossa Humanidade.
Então, uma vez que a liberdade é a nossa verdadeira natureza é preciso educarmo-nos nela, custe o que custar... E defendê-la a todo o custo...
Mas o custo é GRANDE como custoso nos é meter na cabeça e no Coração um Deus que não é Poder que nos submete mas Amor que nos quer Livres… para podermos SER…
MUITO custa a Liberdade!...

Esta que é uma estátua, coisa parada e inerte (como os deuses pagãos do A.T que eram presos com rebites para não sairem do sítio), foi oferecida pelo Povo francês aos Estados Unidos da América nos 100 anos da sua independência e custou  nada menos que 180.000 €uros e 15 anos de angariação de fundos .
Sinto como um muito mau presságio, o facto de, desde logo, se ter apresentado como uma liberdade encaixotada  pois que chegou a Nova York no ano de 1875, num barco que trazia a bordo as suas 250 peças repartidas por 200 caixotes…

Puseram-na no alto de um pedestal para que todos a vejam e deram-lhe, como nome pomposo  a Liberdade a iluminar o Mundo... Que mundo? Que liberdade?

Iluminar o mundo a partir de um pedestal?! Soa-me a petulância e a umbiguismo. No contexto histórico que atravessamos, tanto os Homens como os países, que são feitos de homens e mulheres de todas as cores e culturas, precisam ganhar olhos para além de si mesmos! 
Porque a Liberdade verdadeira passa pela experiência Sagrada e Íntima de deixar-se Iluminar e, sem querer ser farol, ser farol de facto...  
  



10 dezembro 2014

trí-pti-co


I

"Talvez o dogma que se celebra neste dia seja muito claro para algumas meninas na Índia. O nascimento delas não foi uma alegria. Ninguém fez uma festa para recebê-las. Para que se recordassem sempre da tristeza que trouxeram, a família deu-lhes os nomes de Nakusha ou de Nakushi, que significada «não foste desejada, não és querida».

Mas um dia, organizaram uma cerimónia para mudar de nome e assumir a vida à luz de um projecto novo. Recusaram os rótulos. Rejeitaram as sentenças. Ignoraram o fatalismo. Algumas passaram a chamar-se Vaishali, que quer dizer beleza, bondade, prosperidade."

(Eneida Costa, Derrotar Montanhas, 8 dez 2014)


II

"Ao sexto mês, o anjo chamado Gabriel 
foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, 
a uma virgem desposada com um homem chamado José, 
da casa de David; e a virgem era chamava Maria.

Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: 
"Olá, ó cheia de Graça, o Senhor está contigo." 
Ao ouvir estas palavras, ela ficou perturbada 
e perguntava-se sobre aquela saudação. 

Disse-lhe o anjo: 
"Maria, não te assustes. Foi Deus que te achou graça.
Vais conceber no teu seio e dar à luz um filho, 
que será chamado Jesus. 
Será grande e vai ser chamado Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, 
reinará para sempre sobre a casa de Jacob 
e o seu reinado não terá fim." 

Maria disse ao anjo: 
"Como será isso, se eu não conheço homem?"
O anjo respondeu-lhe: 
"O Espírito Santo virá sobre ti 
e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. 
Por isso, aquele que vai nascer é Santo 
e será chamado Filho de Deus. 
Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice 
e já está no sexto mês, 
ela, a que era chamada estéril, 
porque nada é impossível a Deus."

(Lc 1, 26-37)


III

"E, a propósito, como se chama ele. Despachou-se um pajem a sabê-lo, e a resposta, transmitida pelo secretário, deu mais ou menos o seguinte, Subhro. Subro, repetiu o rei, que diabo de nome é esse, Com agá, meu Senhor, pelo menos foi o que ele disse, aclarou o secretário, Devíamos ter-lhe chamado Joaquim quando chegou a Portugal, resmungou o rei."

(José Saramago, A Viagem do Elefante)



09 dezembro 2014

de costas

Hoje, já do lado de cá do Atlântico, trago-vos outra história experimentada do lado de lá.
Perdoem-me! Prometo que é só mais esta.



Fazíamos um cruzeiro à volta de Manhattan, para ver as vistas e congelar até os ossos.
Junto a nós ia um grupo grande de uma escola, claramente em viagem a Nova Iorque.

Quando o barco se começa a aproximar da afamada Estátua da Liberdade, quatro garotas ao nosso lado entram em histeria... e momento imediato: viram-lhe as costas; alinham-se; entregam os artefactos fotográficos ao professor.

E tudo o que ouvimos no minuto seguinte foi o professor: esperem um bocadinho... está quase... está quase... só mais três segundos... Fulaninha baixa um bocadinho a cabeça... Sicraninha encosta a cabeça à Fulaninha... Sorriam... Mais outra, mais outra.... Boa.... Tiro uma ao alto? Sim?... ok.... Juntem-se bem... Outra... Já está!

E posto isto, os artefactos fotográficos são devolvidos às quatro garotas que se entregam, de unhas e dentes, às redes sociais para partilharem com o mundo o momento acabado de viver.

O barco continuou a navegar. E a Estátua de Liberdade ficou lá longe.

E a Margarida, ao meu lado - que foi quem primeiro notou isto tudo - disse-me assim: já reparaste que na ânsia por ter a foto perfeita para partilhar com os amigos e assim, elas acabaram por passar o tempo todo de costas para a estátua?

E eu digo: enquanto é a Estátua da Liberdade até que vá que não vá... agora quantas vezes não se passa pelo melhor da vida assim mesmo: de costas!?

08 dezembro 2014

a Feliz!

"nascendo no seio de uma Humanidade marcada por ritmos negativos, não inscreveu na história novos ritmos negativos! Vítima do pecado humano, não se tornou culpada desse pecado pelo seu próprio pecado individual. Por isso foi uma mediação extraordinária da Verdade e da Ternura Maternal do Espírito Santo para Jesus na preparação da sua Missão Messiânica!

Celebrar Maria como Imaculada Conceição é Boa Nova para todos os discípulos de Jesus, o Cristo, porque se torna para nós apelo a derrotarmos a lógica do pecado original-universal em nós e nas nossas comunidades."

excerto de um texto de Rui Santiago cssr (para continuar a ler, basta clicar aqui)


Talvez o dogma que se celebra neste dia seja muito claro para algumas meninas na Índia. O nascimento delas não foi uma alegria. Ninguém fez uma festa para recebê-las. Para que se recordassem sempre da tristeza que trouxeram, a família deu-lhes os nomes de Nakusha ou de Nakushi, que significada «não foste desejada, não és querida».

Mas um dia, organizaram uma cerimónia para mudar de nome e assumir a vida à luz de um projecto novo. Recusaram os rótulos. Rejeitaram as sentenças. Ignoraram o fatalismo. Algumas passaram a chamar-se Vaishali, que quer dizer beleza, bondade, prosperidade.

Estas meninas da Índia - e tantas pessoas na Roménia, em Juarez e aqui ao nosso lado - são sinais proféticos. Contra toda a desesperança, sintonizam com o sonho de Deus inscrito no coração de cada um...

... à semelhança daquela Mulher de Nazaré, sinal do resto fiel de todos os tempos, considerada tão pequena e sem-valia aos olhos do mundo, mas que alinhando a vida com o projecto de Jesus, mudou o nome para Feliz! E é assim que a chamamos de geração em geração.


07 dezembro 2014

Esperança do Messias, Esperança do Espírito Santo




O PROFETA ISAÍAS compara o Espírito Santo a uma água refrescante que vai irrigar uma terra árida, isto é, o coração do homem que se afastou de Deus: “Derramarei água cristalina na terra árida e regatos de água fresca no solo árido. Derramarei o meu Espírito sobre os vossos filhos e as minhas bênçãos sobre os vossos descendentes” (Is 44, 3).

O Messias vai vir para todos os que se voltam para Deus, tornando-se fiéis à Aliança.  Nesses dias, a Palavra de Deus não se afastará da boca dos crentes e o Espírito Santo habitará no seu coração: “O Redentor virá para Sião, para os filhos de Jacob que se tenham arrependido do seu pecado, oráculo do Senhor. Então eu renovarei a minha Aliança com eles, diz o Senhor.  O meu Espírito estará em ti e porei as minhas palavras na tua boca, fazendo que elas não se afastem nem da tua boca nem da boca dos teus filhos. Isto acontecerá naqueles dias e para sempre, diz o Senhor” (Is 59, 20-21).

O PROFETA JOEL diz que nos tempos messiânicos, o Espírito Santo será uma presença recriadora de Deus a actuar no coração do povo: “Derramarei o meu Espírito sobre todo o povo. Os vossos filhos e filhas profetizarão. Os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões. Naqueles dias derramarei o meu Espírito em todos os meus servos, nos homens como nas mulheres” (Jl 2, 28-29).

No Livro dos Actos dos Apóstolos o relato do Pentecostes está elaborado de forma confirmar que Jesus é o Messias e que os tempos da abundância do Espírito já chegaram. São Lucas diz que a difusão do Espírito descrita no relato do Pentecostes é a realização da profecia de Joel sobre a abundância do Espírito: “De pé, com os onze, Pedro ergueu a voz e dirigiu-lhes então estas palavras:
“Homens da Judeia e todos vós que residis em Jerusalém ficai sabendo isto e prestai atenção às minhas palavras. Não, estes homens não estão embriagados como imaginais, pois apenas vamos na terceira hora do dia. Mas tudo isto é a realização do que disse o profeta Joel: “Nos últimos dias, diz o Senhor, derramarei o meu Espírito sobre toda a criatura. Os vossos filhos e as vossas filhas hão-de profetizar. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos terão sonhos” (Act 2, 14-17).

O PROFETA JEREMIAS vê os tempos messiânicos como os dias da Nova Aliança. Esta Aliança não será escrita em tábuas de pedra, como foi a aliança que Deus entregou a Moisés no Monte Sinai, mas será uma Nova Aliança escrita pela acção do Espírito Santo no coração das pessoas: “Dias virão em que firmarei uma Nova Aliança com a casa de Israel e a casa de Judá, oráculo do Senhor. Não será como a aliança que estabeleci com seus pais, quando os tomei pela mão para os fazer sair da terra do Egipto, aliança que eles não cumpriram, embora eu fosse o seu Deus, oráculo do Senhor. Esta será a aliança que estabelecerei naqueles dias com a casa de Israel, oráculo do Senhor: Imprimirei a minha lei no seu íntimo e gravá-la-ei no seu coração. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Ninguém mais dirá ao seu irmão: “Vem que eu vou ensinar-te o conhecimento do Senhor”. Nesses dias, diz o Senhor, todos me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno. A todos perdoarei as suas faltas e não mais lembrarei os seus pecados, oráculo do Senhor” (Jer 31, 31-34).

O PROFETA EZEQUIEL, apesar de exilado com o seu povo na Babilónia, também sonha com os tempos messiânicos. Deus vai realizar um Nova Aliança escrita, não em tábuas de pedra como aconteceu com a primeira, mas escrita pelo Espírito Santo no coração das pessoas: “Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um Espírito Novo. Arrancarei do vosso peito o coração de pedra (tábuas de pedra) e vos darei um coração de carne. Dentro de vós porei o meu Espírito, fazendo com que sigais as minhas leis e pratiqueis os meus preceitos” (Ez 36, 26-27).

O PROFETA JOÃO BAPTISTA foi uma mediação do Espírito Santo para Jesus compreender que tinha chegado o tempo de iniciar a sua missão. No entanto, a teologia de João sobre a missão do Messias situava-se na linha trágica dos apocalipses dos profetas. O Messias, na visão de São João Baptista, virá para executar o dia da ira anunciado pelos profetas. Os pecadores vão ser destruídos, pois Deus quer uma Nova Humanidade purificada. 

Quanto mais Jesus ouvia a pregação de João, mais se distanciava dele. De facto, Jesus não se sentia chamado a destruir os pecadores, mas sim a libertá-los das amarras do pecado que oprime o Homem.
Depois de algumas dúvidas e hesitações, Jesus descobriu através do profeta Isaías o modo de realizar a sua missão (cf. Is 61, 1-3).  Logo que fez esta descoberta, diz o evangelho de São Lucas, Jesus foi à sinagoga da sua terra, a fim de anunciar o seu plano de acção (Lc 4, 18-21) 

Jesus começou por interpelar as pessoas no sentido de se converterem, dizendo que o Reino de Deus estava a chegar:  “Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia e proclamava o Evangelho de Deus, dizendo: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1, 14-15).

Para Jesus tornava-se cada vez mais claro que Deus o chamava para construir a Família de Deus mediante a acção do Espírito Santo (cf. Mc 3, 31-35). Os discípulos, pelo contrário, pensavam que Jesus era o enviado de Deus para construir o reino terreno anunciado a David (2 Sam 7, 14-16).

Como Jesus morreu sem subir ao trono, os discípulos sentiram-se profundamente desorientados. Após as aparições do Senhor ressuscitado, os discípulos compreenderam finalmente que Jesus era o Messias, mas para realizar os planos de Deus, não os planos dos judeus.

JESUS DE NAZARÉ viveu entregando-se sempre à Força do Espírito Santo, nunca pôs em causa a sua missão messiânica. Interrogou-se muito seriamente, isso sim, sobre a melhor maneira de a realizar. Ele tinha consciência de ter sido consagrado pelo Espírito Santo, a fim de reconciliar as pessoas com Deus e as introduzir na Família divina.

Eis o modo como São Lucas descreve a descoberta e a consciência que Jesus tinha da sua missão: “Jesus veio a Nazaré, onde se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de Sábado na sinagoga e levantou-se para ler. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres. Enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e conceder a recuperação da vista aos cegos. Enviou-me para mandar em liberdade os oprimidos e proclamar um ano favorável da parte do Senhor. Depois enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos postos nele. Jesus, então, começou a dizer-lhes: “Cumpriu-se hoje a passagem da Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4, 18-21).

Ao falar de Jesus, João Baptista diz que ele é o Messias anunciado que vai difundir o Espírito Santo sobre as pessoas: “Eu baptizo-vos com água para o arrependimento. Mas depois de mim virá alguém que é mais poderoso que eu, cujas sandálias eu não sou digno de transportar. Ele vos baptizará no Espírito Santo e no fogo” (Mt 3, 11).

O próprio Jesus anuncia que, após a sua ressurreição, ele vai comunicar a plenitude do Espírito: “Eu vou partir para vos enviar aquele que o meu Pai prometeu. Permanecei na cidade até ao momento em que sereis revestidos com o poder do Alto” (Lc 24, 49).

No quarto evangelho, João Baptista declara que Deus lhe dera como sinal para ele conhecer o Messias, a comunicação do Espírito Santo: “Eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a baptizar com água disse-me: “O homem sobre o qual vires o Espírito descer e permanecer é ele que baptizará no Espírito Santo” (Jo 1, 33).




NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA
Em Comunhão Convosco,
Calmeiro Matias







05 dezembro 2014

Romanos 12


"Que o vosso amor seja sincero. Detestem o mal e pratiquem o bem. Amem-se como irmãos e ponham os outros sempre em primeiro lugar. Trabalhem e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com dedicação e fervor. Sejam alegres na Esperança que têm. Tenham coragem nos sofrimentos e nunca deixem a oração. Repartam com os crentes necessitados e recebam bem os que procuram hospitalidade. Peçam a Deus que abençoe aqueles que vos tratam mal. Peçam para eles bênçãos e não maldições."


04 dezembro 2014

Carta de Zaqueu…



O meu nome ZAQUEU é um nome vulgar em Israel e quer dizer - Deus recorda-se.
Deus recorda-se sempre do que há de melhor no coração da gente e tem memória fraca para o nosso pecado.
Fui patrão de judeus que, entre os irmãos de raça, eram o braço comprido do invasor que os empobrecia, com imposto altíssimos - parte para os Romanos, parte para si mesmos, parte ainda para os patrões.
Face à Lei éramos todos pecadores públicos e, face aos pobres, éramos a traição em forma de gente!
Não podíamos entrar no Templo. Ninguém decente entrava nas nossas casas. Gente desta não tem amigos.
A ganância deu-me riqueza e fez de mim um pobre miserável. Porque os que nos entram em casa sem precisar de bater, amigos e irmãos, são a grande riqueza do coração do Homem. São eles que fazem de nós gente GRANDE - eu era um pequenitates
Pequenitates nascido e vivido sempre em dias pequenos – dias de domínio estrangeiro, de submissão, de desHumanidade. Só o desejo de ver Yeshu nasceu GRANDE dentro de mim.
Deste século XXI em que vos escrevo, oiço, diariamente, falar de gente que vive tão vergonhosa e desHumanamente como eu…
 No princípio foi a curiosidade… depois a inquietação… depois… subi à árvore…
Mas, subir à árvore já não foi o meu primeiro passo…esse, dei-o quando saí do meio da multidão, da impossibilidade de SER, de ter voz própria e decisão responsável… Encarrapitado na árvore, uma Outra História já tinha começado dentro de mim!
(No mais fundo de nós, nada muda num estalar de dedos. Tudo vai mudando e amadurecendo, de dentro para fora, como um fruto que, um belo dia, já maduro, salta à vista…Comigo foi assim…)
Diziam que um jovem rabi ensinava pelas aldeias, sempre ao encontro dos últimos de Israel. E nas vidas desses pobres e últimos aconteciam SINAIS grandiosos - uns imediatamente visíveis, outros, de tão íntimos, só o próprio dava por eles.
Aqui mesmo em Jericó, um cego tinha sido curado quando pedia esmola na beira do caminho. Gritou, pediu e foi escutado e curado pelo doce rabi de Nazaré… e eu comecei a arder em desejo de ver QUEM era esse tal rabi Nazareno…
Até que um dia, na urgência de me pôr a jeito, corri, corri muito e subi a um sicómoro. Eu era pequenitates. Foi essa a forma de poder vê-lo
Esperei… E Ele não passou como quem passa… Avistou-me entre os ramos e, ali mesmo, olhando-me de baixo para cima pôs fim a qualquer distância: “Zaqueu, desce depressa”!
Aquele olhar GRANDE acabou com a minha pequenez… não me julgou... não me condenou. 
E eu, que não passava de uma folha seca, reverdeci.
 A porta da minha casa abriu-se de par em par - a GRAÇA não entra por meias portas… ou é Tudo ou nada!
A minha mesa encheu-se… de inesperado. É sempre assim! E as minhas mãos habituadas a fechar-se para guardar, abriram-se para devolver acrescentado o que não era meu…
Nesse dia eu ressuscitei, VIVO da desGRAÇA que era a minha vida porque o tal Yeshu, era um Homem cheio de GRAÇA
Pelos portões escancarados da minha Vida entrou Aquele que nos resgata das nossas próprias mãos.
E a minha História passou como Parábola de boca em boca, de vida em vida…sempre a dizer de que modo a COPIOSA REDENÇÃO do Altíssimo nos é oferecida, sem mais, e a cada um só pertence acolhê-la em casa e entrar na festa da Humanidade verdadeira.
 Ao despedir-me desejo a todos e a cada um a Alegria indescritível desse primeiro encontro…Subir à árvore, nunca é o primeiro passo!
Ele, o Yeshu anda por aí e não nos perde de vista, por muito pequenitates que sejamos…
 Vosso irmão no Yeshu
                                  Zaqueu

03 dezembro 2014

do entendimento


Se eu pudesse entender: 
O Filho de Deus é homem,
Mais ainda: o filho de Deus é verbo,
Eu viraria estrela ou girassol.
O que só adora e não fala.

Adélia Prado (A Falta que Ama)




Há formas de entendimento que não são mais do que entediamento! 
Há coisas que são para admirar. 
Há coisas que são para dizer de boca fechada, e calar de boca aberta!
Há coisas que não são coisas. 

Há Pessoas que a gente ou ama muito ou desconhece por completo, 
meio termo não há. 
Há Pessoas em cuja vida "um bocadinho" é medida que inexiste.
Ha Pessoas que não cabem em nenhum dos nossos verbetes da enciclopédia, 
porque, aliás, é isso que acontece com as Pessoas todas!

Se eu pudesse entender... 
tudo em mim se transformaria em adoração e espanto,
admiração e encanto, 
Silêncios A Capella!







02 dezembro 2014

Microconto


New York. Times Square. Centro e coração da cidade.
Local de passagem de centenas de milhares de pessoas todos os dias.
Cheia de ecrãs e publicidade luminosa, sempre em constante movimento, a intensidade da luz é tal que, mesmo de noite, ali é sempre dia.

Bem no meio da praça, um rapazito, parado e em silêncio, exibia uma folha A4, com a seguinte frase escrita à mão: Television is a bad thing. (A televisão é uma coisa má).
E eu reparei nele.

01 dezembro 2014

ouvi dizer


que as sementes de bambu demoram sete anos a germinar. Parece que nada está a acontecer, enquanto, no interior da terra, se tece uma rede. Quando os primeiros rebentos chegam à superfície, crescem cinco metros em três meses.

Alguém contou esta história a propósito da sensação de inutilidade, da ansiedade pelos resultados, da necessidade de respeitar os ritmos e os processos dos outros (e os nossos).

Quem se atreveria a perder tempo semeando bambu, uma planta frágil e oca?
Quem gasta as forças sem garantias de sucesso?
Quem consegue esperar sem ver?
Quem experimenta que gestos inúteis de cuidado e atenção - um café, dois dedos de conversa, duas linhas que se escrevem - têm um poder libertador de egocentrismos, de falsas importâncias, e que são capazes de germinar Vida?


30 novembro 2014

A Felicidade como Dom e Tarefa


A nossa existência é um dom. De facto, fomos chamados à existência sem sermos consultados e sem nos ter sido dada a possibilidade de escolher nada: nem raça, nem língua, nem cultura ou nacionalidade. O conjunto destes dons primordiais constitui o leque básico dos nossos talentos, o qual varia de pessoa para pessoa. Na verdade, começamos por ser o que os outros fizeram de nós. Mas o mais importante é o que fazemos com o que recebemos dos demais.

A felicidade tem como alicerce uma vida edificada sobre as propostas do amor. Ninguém é capaz de amar antes de ser amado e o mal amado fica a amar mal, isto é, com bloqueios e cabeçadas, apesar de não ser culpado, mesmo quando dá o melhor de si.

Os seres humanos têm a tendência de pensar que a base da felicidade está no exterior, isto é, naquilo que nos acontece, no tipo de pessoas que encontramos, nos acasos do dia-a-dia ou no dinheiro que temos.

Para a fé cristã, pelo contrário, a felicidade é algo que acontece no interior da pessoa, sobretudo quando esta se abre à presença do Espírito Santo que habita no seu íntimo. São Paulo diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5, 5). Por outro lado, a Primeira Carta de São João diz que Deus é Amor (1 Jo 4, 7).

Para a bíblia, a felicidade acontece de modo especial no coração da pessoa que se empenha em ser fiel à Aliança de Deus.  Podemos dizer que a felicidade não é uma simples ausência de sofrimentos, dificuldades ou problemas. Na verdade, a felicidade é uma experiência de plenitude que se vai reforçando de modo gradual e progressivo a partir de dentro.

No ensinamento das Bem-Aventuranças, Jesus diz que as contrariedades e obstáculos da vida, não anulam a felicidade quando esta é alicerçada no amor e na fraternidade (Mt 5, 1-12).

Se olharmos para os textos bíblicos nos quais Deus foi indicando caminhos e propostas de realização humana, facilmente descobrimos as sugestões de felicidade que Deus nos propõe. Jesus disse que as pessoas que tomam a sério os critérios e as propostas de Deus têm todas as condições para serem pessoas felizes. Foi o que aconteceu com São Paulo, o qual foi perseguido e maltratado por causa de Cristo e do Evangelho e apesar de tudo isso ele sentia-se feliz no meio das suas tribulações: “Sinto-me profundamente alegre no meio de todas as minhas tribulações” (2 Cor 7, 4).

Viver de modo consciente os dons de Deus é uma razão profunda para o crente viver feliz: “Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus. E somo-lo de verdade (1 Jo 3, 1-2). 


A felicidade é um dom de Deus mas é também uma tarefa nossa, pois Deus não nos substitui. Está connosco, mas não está no nosso lugar. Isto quer dizer que há uma série de atitudes e opções que não podemos deixar de realizar no dia-a-dia da nossa vida, a fim de edificarmos a felicidade.

Eis algumas atitudes importantes que devemos cultivar, a fim de atingirmos esse estado de paz interior e alegria próprio das pessoas felizes:
Aprender a viver com aquilo que não podemos mudar.
É muito importante aprendermos a aceitar-nos, apesar das nossas limitações.
Cultivar pensamentos construtivos e partilhar com os outros uma visão positiva da vida. 
É fundamental cultivar a honestidade consigo e os outros.
Felizes dos que enfrentam as dificuldades da vida com confiança, procurando viver unidos a Deus.
É muito importante não andarmos sempre a comparar-nos com os demais.
Não nos devemos deixar esmagar por situações cuja solução não está nas nossas mãos.
Não será feliz quem não aprende a partilhar com os outros o seu tempo, os seus bens e o seu saber.
É importante cultivar o sentido de humor, impedindo que os pensamentos negativos nos dominem. 
Não nos devemos esquecer de cuidar de nós. Quem não gosta de si não conseguirá gostar dos outros.
Ajudemos os outros sempre que se nos ofereçam ocasiões de o fazer. 
Mantenhamo-nos o mais possível calmos, evitando situações de stress.
Procuremos ser moderados na comida e na bebida. 
Nas relações com os outros procuremos adoptar atitudes de humildade e discrição. 
É muito importante aprender a escutar as mensagens que os outros nos querem transmitir.
Procuremos estar sempre actualizados nos assuntos que fazem parte do nosso trabalho ou missão. 
Cultivemos a capacidade de partir de uma situação para outra. 
As mudanças trazem com frequência novas possibilidades de crescimento e realização pessoal.
Procuremos viver a vida com paixão. 
Mantenhamo-nos ocupados com coisas das quais gostamos verdadeiramente. 
Respeitemos os outros como gostaríamos de ser respeitados por eles.
Não ponhamos como objectivo da nossa vida o simples amontoar de riquezas.
Lembremo-nos sempre de que a fonte da felicidade é o amor e não o dinheiro.
Isto quer dizer que as pessoas que têm muito dinheiro, se quiserem ser felizes, têm de pôr o dinheiro ao serviço do amor.
Procuremos ser gratos para com os outros, aceitando os seus dons e as oportunidades de realização que eles nos oferecem. 
Elaboremos objectivos de vida e procuremos realizá-los, numa linha de fidelidade a nós mesmos. 
Não percamos de vista as metas e objectivos que pretendemos alcançar. 
Dentro do possível evitemos endividar-nos, procurando gerir os nossos bens de modo a bastar-nos.
Não corramos riscos incontrolados, sobretudo não nos comprometamos em campos que não conhecemos e não controlamos.


Porque ninguém é feliz "sem querer", 
porque a felicidade não é daquelas experiências que nos acontece por acaso. 
É do Céu, porque é um Dom, 
mas não cai do céu, porque é Tarefa!




NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA
Em Comunhão Convosco, 
Calmeiro Matias